AS SOMBRAS DOS MEUS DIAS E NOITES DE DEVANEIOS DO MEU PASSADO
Os meus passos desconfiam até mesmo da minha sombra. Sou pedra no caminho de quem joga contra os meu caminhar Não tem ninguem nem nada neste mundo que eu tenha medo de errar. Desvendo e desfaço minha vida num estralar de dedo. Eu pago para ver quem pode vencer ou cruzar o meu caminho. Cuidado com o que fala...você pode estar correndo perigo. Sou do tipo de gente que morde até cobra venenosa, O cruel pesadelo invadindo minha madrugada, é doce como na boca de uma criança. Se a corda aperta a minha garganta...eu sou o nó crucial. Se é para ser bom, sou muito bom quando são bons para mim. Mas se é para ser mal, eu sou melhor que o conflito da solidão com a depressão.
Não quero viver na penumbra e sombrade alguém! Procuro tudo que me faz bem. Tirei da minha vida o que me causava tristeza e desamor. Sempre vou procurar ser luz. Ficarei longe de toda a escuridão causada por quem parece buscar cavernas. Quero, paz e o renovo, garra, fé, força e coragem! Bagagens sem conteúdos deixo, quero a leveza! Cansei do vazio e de pessoas que vivem ferindo a alma com habilidade e frieza desnecessária. Siga comigo sem causar estragos. Nesta vida! precisamos de afagos. Sem mais pedras machucando nossos pés. Na sombra do silêncio me permito refletir, eu vejo e viajo em mim com o reflexo das noites frias, do que eu só queria ser eu, um pobre poeta talvez, coberto, trancado dentro da minha ilusão de lucidez.! Por isso viajo nas sombras dos meus dias e de minhas noites de devaneios do meu passado.
Os meus medos faziam com que eu corresse de mim mesmo e com pavor de minha própria sombra e meus passos. Não suportava mais a clausura de minha memória que me aprisionava; eu precisava me libertar das correntes que prendiam àquele ser impotente diante do medo. A angústia e o desespero permeavam os meus dias e noites, que se tornaram cada vez mais funestos. Os gritos retumbavam em meus ouvidos e me confundiam cada vez mais. A loucura parecia perene. Mas eu precisava me libertar das correntes que atrelavam os meus pensamentos e os deixavam conturbados.
Eu saí a esmo, sem direção e nem mesmo para onde ir. Numa madrugada gélida de um inverno congelante, correndo do monstro que me aterrorizava e cada vez mais me alcançava. Eu não tinha coragem de olhar para trás. Eu precisava deixar todo aquele tormento e dor sepultados no passado; só assim conseguiria me libertar de vez daquelas correntes e do monstro horrendo que me prendeu na masmorra do meu ser. Foi então que criei coragem, me lancei com tudo ao chão e senti quando ele passou subitamente sobre mim, sem perceber devido à sua fúria mordaz. Levantei-me forte como a Fênix; sem correntes; sem fantasmas me atormentando e, sem medo, caminhei livre, alçando um voo nunca antes alcançado. No alto de uma colina, bati no peito e gritei aos quatro ventos que sou livre para ser quem eu quiser! Sem medos, mesmo que eu caminhe sozinho em uma madrugada de assombros.
Na madrugada fria de inverno, eu caminhava pela rua sozimho. Um vento uivava, acompanhando-me. Era um breu naquela rua sem fim e só se ouvia o meu tique toque dos meus sapatos. A imaginação começava a tomar conta com suas fantasias de assombração, lubisomem, caveiras e demônios. O silêncio no meio dos uivos ameaçavam desmaiar no medo que já assolava o meu coração. De repente, lá longe uma sombra parada no meio da rua. Parei assustado… Seria um lobisomem ou uma alma penada? Se olharam… Eu tremia e tremia, o medo se apossava de mim! E eu seguia em direção à sombra, que começou a se mexer, num balanço vagaroso. O frio congelando, o vento cortante e o medo apertando, a imaginação e me assustando. Se aproximou devagar e medroso… quando parei perto da sombra… Era apenas um grande galho de uma árvore frondosa que balançava com sua sombra espalhada no meio da rua.
Respirei fundo, enxuguei o suor frio da testa, sentei ao meio fio da calçada e as palavras desta reflexão foi fluindo, fluindo, e saiu esta canção: "as sombras dos meus dias e de minhas noites de devaneios do meu passado". Aos poucos, os borrões iam tomando forma, e eu percebia que meus olhos iam se adaptando à luz e a neblina da noite. O pouco que percebia estava borrado. Minha cabeça doía e ao passar a minha mão, senti um líquido quente deslizar na minha testa. Devia ter batido a cabeça no galho da árvore. Quando retomei a consciência, percebi que estava deitado sobre folhas secas no meio de um jardim úmido e gélido. Havia galhos e pedras ao redor. Devo ter tropeçado e caído ao fugir de algo. Minhas roupas estavam sujas e com rasgos. Sentei. Respirei fundo. Avistei uma sombra humana vindo em minha direção. Levantei. Caminhei. Corri. A figura pulou sobre mim. Era eu mesmo, refletido na minha própria sombra. Dai eu levantei e fui embora cantarolando a canção criada na madrugada gelada e frio por onde caminhei nos devaneios em que vivi lembranças do meu passado.
Noite, no silêncio da rua, cada luz é uma lua, sobre o chão que pisei e as memorias são sobras do sol que se foi, como o amor, que eu perdi. Lembra, resta apenas lembrar, na memoria buscar, este amor infinito e recordo, um tempo de felicidade, que a palavra , não traduz.
Dias, dias são sem sentidos, neste mundo perdido, de lembranças tão linda e que as noites, repletas de recordações, como sempre, voltaram. Cada dia, passa a noite, mais ha dia de luz, eu nos caminhos, procuro encontrar, sombras, do meu passado, Lembrar, resta apenas, lembrar, na memoria ir buscar, esse amor infinito, e recordo, um tempo de felicidade, que a palavra não traduz. Dias, dias são sem sentidos, neste mundo perdido, de lembranças tão linda, e as noites, repletas de recordações, como sempre voltaram.
E assim, são como meus passos, por onde passo, de andar sozinho, na noite fria, na noite triste, da rua triste, das desilusões, que me parece, uma canção, dos passos, e dos sonhos em vão, eu passando, passando, cantando a balada, do meu coração, na noite fria, na noite triste, não mais existe, desilusão. E outros dias virão, dias são sem ilusão, neste mundo ferido, de lembranças perdidas, e as noites esquecidas, de recordações relutentes, que um dia ou noite, como sempre voltaram,
https://www.facebook.com/100040303761229/videos/1390938985020830/

Comentários
Postar um comentário